terça-feira, 5 de maio de 2026

DIA MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA


A data de 5 de Maio foi oficialmente estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - uma organização intergovernamental, parceira oficial da UNESCO desde 2000, que reúne os povos que têm a língua portuguesa como um dos fundamentos da sua identidade específica - para celebrar a língua portuguesa e as culturas lusófonas. Em 2019, a 40ª sessão da Conferência Geral da UNESCO decidiu proclamar o dia 5 de Maio de cada ano como "Dia Mundial da Língua Portuguesa".


A língua portuguesa é não só uma das línguas mais difundidas no mundo, com mais de 265 milhões de falantes espalhados por todos os continentes, como é também a língua mais falada no hemisfério sul. O português continua a ser, hoje, uma das principais línguas de comunicação internacional, e uma língua com uma forte extensão geográfica, destinada a aumentar.   

Os Dias consagrados às línguas faladas em todo o mundo celebram anualmente o multilinguismo e a diversidade cultural, e constituem uma oportunidade para sensibilizar a comunidade internacional para a história, a cultura e a utilização de cada uma destas línguas. O multilinguismo, um valor central das Nações Unidas e uma área de importância estratégica para a UNESCO, é um fator essencial para uma comunicação harmoniosa entre os povos, promovendo a unidade na diversidade, a compreensão internacional, a tolerância e o diálogo.

Mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas:

António Guterres, Secretário Geral das Nações Unidas

“As línguas de comunicação global, como a língua portuguesa, desempenham um papel crucial na promoção de enten dimentos, de afetos, de respeito mútuo e de convivência entre povos e cidadãos das mais distintas origens geográficas.”



Tertúlia - Adriano Correia de Oliveira e a Revolução de Abril


No âmbito das comemorações do 25 de Abril e da exposição “Adriano 80”, patente na Biblioteca Escolar da EBSAH, realizou-se, no dia 29 de abril, pelas 19h, uma tertúlia seguida de um momento musical com o grupo vocal Maduro Maio.

Perante um público numeroso, o encontro prestou homenagem a Adriano Correia de Oliveira, figura marcante da música de intervenção e símbolo da luta pela liberdade em Portugal .

Na tertúlia participaram personalidades várias, nomeadamente o investigador Manuel Sobrinho Simões, o ator /encenador António Vieira, o médico António Luís Carneiro, bem como o engenheiro Álvaro Correia Pinto, moderador da conversa, em nome do Centro Adriano. Entre memórias e testemunhos, destacou-se o entusiasmo dos presentes, em boa parte antigos alexandrinos, mesmo com as ausências imprevistas de José António Gomes (o poeta João Pedro Mésseder) e o músico Sérgio Castro.

Após um momento de convívio, acompanhado por petiscos e broa de Avintes, a noite terminou com um concerto do grupo Maduro Maio, dirigido por Guilhermino Monteiro, que interpretou várias canções de Adriano.

O encerramento fez-se em ambiente de celebração, com a presença em palco do coronel Ribeiro da Silva, um capitão de Abril, cantando com o público “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso, símbolo da democracia e da Revolução de Abril.